segunda-feira, 26 de março de 2007

Orçamento: faça dele seu aliado e melhore sua vida financeira

SÃO PAULO - Você sabe para onde vai o seu dinheiro todos os meses? Caso não tenha resposta para essa pergunta, é bastante provável que ele esteja indo para onde não deve: em gastos de consumo desnecessários. Será que você faz como a maioria dos brasileiros, que ainda não adotou nenhum tipo de controle de gastos e vive de salário em salário?
Ainda que a elaboração de um orçamento não seja garantia de que você irá controlar suas finanças, uma coisa é certa: sem um orçamento esta é, sem dúvida, uma tarefa impossível.
Encare o orçamento de uma forma diferenteBoa parte da resistência das pessoas em elaborar um orçamento se deve à conotação negativa que a palavra ainda tem. Assim como a palavra dieta, o orçamento é visto como algo que impõe restrições nos seus hábitos, lhe impedindo de fazer o que deseja.
Mas, não é bem assim. A elaboração de um orçamento facilita o seu planejamento, o que, por sua vez, permite que você alcance os seus objetivos financeiros de forma mais eficiente. Portanto, você deve encarar o orçamento como uma ferramenta que facilita a sua vida.
Associe a palavra à realização de sonhosDa mesma forma que o computador ajuda você a executar suas tarefas do dia-a-dia e a dieta permite que você perca peso e goze de uma saúde melhor, o orçamento ajuda você a adotar uma vida financeiramente mais responsável. E, para os mais céticos: os psicólogos são categóricos ao afirmar que poupar diminui o estresse e faz bem à saúde.
Dissocie a palavra orçamento da sensação de restrição, e pense no que pode alcançar com ele. Afinal, o que é um orçamento senão um plano de como pretende usar o seu dinheiro? E como não há nada mais prazeroso do que sonhar: associe a idéia de orçamento à realização destes sonhos e você terá dado um passo importante no sentido de começar a ter controle da sua vida financeira.
Alguns cuidadosAntes de preparar seu orçamento, alguns cuidados especiais devem ser tomados. Em primeiro lugar, comece analisando as receitas: é o que você ganha que irá definir quanto você pode gastar. Outra dica: lembre-se que o limite do cheque ou do cartão não faz parte da renda!
Do lado das despesas, nunca esqueça de considerar os pequenos gastos, que podem ser agrupados, mas nunca ignorados. É importante que você tenha em mente o que eles representam, pois, na maioria das vezes, são eles, somados, que levam muita gente a se perguntar porque o orçamento parece nunca fechar.
Como montar seu orçamentoNão existe uma fórmula definida para criar um mecanismo de acompanhamento e controle de seu orçamento: isso depende de quanto tempo você tem disponível e qual grau de tecnologia tem a seu dispor. Quanto mais sofisticado, porém, maior a chance de sucesso.
Se você tem um computador, a forma mais simples é montar uma planilha. Tente listar de um lado as receitas e do outro as despesas, deixando sempre margem para inclusão de categorias extraordinárias, ou seja, gastos ou receitas que não ocorrem todos os meses.
Não esqueça de incluir, também, receitas decorrentes de investimentos, assim como despesas com juros ou pagamentos de prestações, do outro lado. O mais importante é tentar trazer uma fotografia que reflita o seu padrão de receitas e despesas mês a mês e, obviamente, saber qual o resultado final.
Não importa o formato, é o hábito que faz a diferençaTrabalhar com uma planilha, porém, não é a única forma. Quem não tem computador ou não é fã da tecnologia pode usar um caderno, onde, inclusive, você pode anexar recibos e notas fiscais para facilitar a checagem dos números no final do mês.
Os mais sofisticados, por outro lado, podem obter na internet ou adquirir programas voltados para o planejamento financeiro. Ou seja, não importa a forma ou grau de detalhamento no qual você quer acompanhar seu orçamento, o mais importante é que você se sinta confortável com o que escolheu e tenha disciplina para atualizar e analisar os números.

Por: Equipe InfoMoney26/03/07
Fonte: http://web.infomoney.com.br//templates/news/view.asp?codigo=672324&path=/suasfinancas/

sexta-feira, 9 de março de 2007

Lucro: que mal há nisso?

O dinheiro como conhecemos hoje é resultado de uma longa história na humanidade. Quando não existia a moeda, as pessoas trocavam um produto que não era utilizado por outro que precisavam no momento, tecidos e roupas por comida e outros congêneres.

Algumas mercadorias, como o gado e o sal de cozinha, passaram a ter maior valor. Como eram muito procurados, foram estabelecidos como moeda corrente no sistema de troca. Daí a palavra "salário" que vem do latim sal. Na Grécia e na Roma antigas, o sal era utilizado para pagar o salário dos trabalhadores.

Nessa época, os homens já tinham a noção de que a troca, seja pela mão-de-obra ou por produtos, proporciona no final a aquisição do que é necessário para a sobrevivência. Assim, o resultado do nosso trabalho gera uma quantidade de dinheiro, como um meio para adquirir aquilo que necessitamos. Esse é o nosso lucro individual.

De vento em popa
Quando uma empresa "vai de vento em popa", os investimentos geram lucros para os sócios; ela abre novas vagas para contratação e ajuda a diminuir o número de desempregados existentes; aumenta a arrecadação de impostos, os quais, em tese, deveriam ser convertidos em benefícios sociais aos cidadãos; contribui para o crescimento da economia do País e assim sucessivamente.

É o efeito "bola-de-neve": a vantagem do lucro "empresarial" é revertida na contribuição para que outras pessoas possam ter acesso ao "lucro individual", caracterizado pelo emprego ou benefícios sociais.

Os programas de Responsabilidade Social desenvolvidos pelas empresas são exemplos vivos. A prática não contribui apenas para a própria corporação que ter redução na carga de impostos ou para proporcionar um melhor relacionamento com os clientes ou os seus acionistas, mas também para elevar a qualidade de vida na comunidade a qual está inserida.

A promoção de trabalhos e atividades para minimizar a desigualdade social e a proteção ao meio ambiente também é um bom exemplo de compartilhar os lucros e trazer benefícios para a sociedade, além de desenvolver a sustentabilidade do próprio negócio.

Sem constrangimento
Nesse aspecto, existem diversos projetos idôneos e bem-sucedidos geridos com recursos provenientes de empresas líderes de mercado. Esses investimentos permitem que sejam executados e planejados programas, projetos e ações sociais de longo prazo nas áreas de educação, saúde, desenvolvimento social e preservação do meio ambiente em todo o Brasil.

Visto por esse prisma, não há motivos para constrangimentos na hora de anunciar o crescimento da empresa e a geração de bons lucros. Todos devem comemorar a geração de lucros de uma empresa.

Afinal, basta refletir: todos perdem com o prejuízo!

----
Escrito por: Francisco Higa
Fonte: http://web.infomoney.com.br//templates/news/view.asp?codigo=648595&path=/suasfinancas/

quarta-feira, 7 de março de 2007

Dinheiro, casamento & carreira

Conheça os cinco passos que casais inteligentes usam para enriquecer

Desde o fim de seu primeiro casamento, a executiva catarinense Deise Simone de Sousa, de 32 anos, prometeu a si mesma que não cometeria os mesmos erros. "Separávamos tudo: o que era meu, era meu, o que era dele, era dele", diz ela. Cada um tinha sua meta de vida, seu objetivo profissional e sua conta bancária. No trabalho, enquanto ela crescia e ganhava mais, ele estagnava sem perspectivas. Resultado: a promessa de que a união seria eterna na alegria e na tristeza durou apenas um ano. O descompasso profissional do casal teve responsabilidade no fim do casamento de Deise, mas foi a questão financeira que colocou um ponto final na história. "O fato de eu ganhar mais interferiu muito. As brigas aumentaram e o diálogo acabou", diz Deise. Histórias de casais que não conseguem conversar sobre dinheiro -- e muito menos administrar a renda familiar em parceria -- tornaram-se comuns desde que a mulher começou a despontar no mercado de trabalho. "As mulheres têm agora mais reconhecimento financeiro, mais poder, e isso pode ser um pontapé no ego de muitos homens", diz a americana Victoria Collins, consultora de finanças e autora de vários livros sobre o assunto, entre eles o best-seller Couples & Money ("Casais e dinheiro"), da editora Gabriel Publications. Para entender como esse trinômio casamento-carreira-dinheiro está sendo administrado pelos profissionais brasileiros, VOCÊ S/A encomendou um estudo exclusivo à empresa H2R Pesquisas Avançadas, de São Paulo. A H2R entrevistou 150 profissionais na capital paulista, das classes A e B, que são casados ou moram juntos. Dentre as mulheres, 37% dizem ganhar mais do que os maridos, mas só 13% deles admitem (ou sabem) isso! Quatro em cada dez casais dividem igualmente as despesas da casa. "Hoje, os papéis da mulher e do homem dentro da relação não estão mais tão claros. E isso provoca uma tremenda confusão na hora de gerir o orçamento e dividir as tarefas", afirma Victoria.

A pesquisa da H2R confirma o conflito: 38% das pessoas já assumem que brigam em casa por causa de dinheiro. (É claro que ainda há o grupo que está em rota de colisão, mas prefere fingir que tudo anda bem.) Falta de dinheiro e despesas excessivas do cônjuge são as razões mais apontadas. Os homens dizem que discutem porque a esposa gasta demais. E as mulheres tendem a discordar da decisão deles sobre onde aplicar o dinheiro. O fato é que essa transferência de responsabilidades não leva a nada. "Não há mais lugar para a batalha dos sexos na planilha de orçamento. Na economia em que vivemos, não é mais possível que um seja o guardião das finanças enquanto o outro cuida das crianças", diz Victoria. Acontece que muita gente ainda continua escorregando nos erros clássicos: falta de comunicação e de objetivos em comum, descontrole do orçamento, excesso de dívidas e nenhum plano para emergências.

Com a experiência infeliz do primeiro casamento, Deise, a executiva citada no começo desta reportagem, agora está cumprindo a promessa de não repetir os mesmos erros. Há quatro anos mora com o engenheiro paulistano Pedro dos Santos, de 39 anos, também separado. Para começar, compartilham tudo no orçamento familiar. São rigorosos na administração das finanças. Fazem controle de todos os gastos periodicamente usando uma planilha no computador desenvolvida por ele. Juntos, têm conquistado harmonia no relacionamento (o filho, Matheus Augusto, já tem dois anos) e na vida financeira: trocaram o apartamento antigo por uma cobertura, mantêm dois carros na garagem, estão investindo num MBA para ela. Há dois anos, Pedro deixou o emprego de gerente de informática na companhia onde trabalhava para abrir uma empresa de softwares. Até o negócio engrenar, Deise bancou a maior parte das despesas da família. A empresa está dando tão certo que no início deste ano Deise deixou o emprego e agora é a diretora de vendas e finanças.

A vida de Deise e Pedro também tem suas crises. Eles brigam, discordam e têm estilos diferentes de lidar com o dinheiro. Ela é pé no chão, pensa duas vezes antes de assinar um cheque. Ele é mais consumista, principalmente quando se trata de equipamentos de informática e eletroeletrônicos. Certa vez, Pedro chegou em casa com uma televisão de 29 polegadas giratória, que achou incrível e comprou sem consultar a mulher. É claro que o tempo esquentou. "Mas, desde o começo da relação, temos um acordo: nunca vamos dormir de cara virada ou com algum problema engasgado na garganta", diz ela.

"Não é preciso ser economista para fazer uma gestão inteligente do dinheiro do casal", afirma Roberto Zentgraf, professor de finanças do Ibmec no Rio de Janeiro, que pratica com sua esposa, Ana, o que recomenda. O casal mantém um controle regular das finanças. Cada um tem sua conta bancária e juntos estabelecem quem paga o quê. "Fazemos tudo de comum acordo", diz Zentgraf. "O brasileiro tem medo de colocar metas, por isso não planeja nem anota o que gasta", diz. É preciso ter disciplina e disposição para manter as contas do casal sob controle. E, claro, seguir algumas recomendações básicas. Como estas que selecionamos para você:

1 Pergunte quanto ele(a) ganha
Segundo a pesquisa da H2R, um terço das mulheres declara que seu companheiro não sabe quanto é sua renda. No caso dos homens, 21% mantêm em segredo o valor do salário. Os escritórios de advocacia já detectaram um outro fenômeno: altos executivos escondem o valor do bônus e a existência de contas no exterior. Tudo isso para evitar que o dinheiro entre na partilha em caso de divórcio. Em resumo: falta a confiança para que exista o diálogo. Segundo os sociólogos americanos Philip Blumstein e Pepper Schwartz, os casais, em geral, se sentem mais confortáveis em conversar sobre detalhes da vida sexual pregressa do que dividir sua intimidade financeira. "A maioria de nós não sabe como falar sobre dinheiro", afirma a socióloga Glória Maria Garcia Pereira, diretora da Sinergia Consultores, de São Paulo. Nessas horas, as pessoas tendem a ser emocionais e reativas, e menos estratégicas. E pior: desconsideram, vamos chamar assim, a personalidade financeira do outro (confira qual é a sua no quadro "Qual é o seu Perfil?").

Um conjunto de fatores determinará o estilo de cada um ao lidar com dinheiro. As pessoas são, em certa medida, resultado do seu passado: da educação que receberam dos pais, dos valores que aprenderam em casa, da vida que tiveram. Segundo Victoria Collins, o dinheiro pode representar liberdade, segurança, poder e amor. O fator determinante da sua personalidade financeira é aquele que o faz acordar toda manhã e batalhar por seu salário. "Em diferentes momentos, você poderá ser influenciado mais intensamente por uma dessas motivações, mas uma delas tende a prevalecer pela vida toda", diz Victoria. Essa informação deve ser usada na hora de sentar e conversar abertamente sobre a situação financeira, os sonhos e as frustrações do casal.

2 Não sonhe sozinho
A primeira conseqüência da falta de comunicação é a inexistência de um objetivo comum, de uma prioridade do casal. É quando ela sonha com a casa própria e ele quer o carro zero. Se cada um sonhar sozinho, o casamento e as finanças ficam no prejuízo. "Sem um objetivo, as pessoas se dispersam em gastos aleatórios", diz o consultor de finanças pessoais Louis Frankenberg. Há especialistas que defendem que um plano financeiro -- com direito a metas numéricas -- pode ser um excelente remédio para casais em crise. "Se a pessoa não tem um plano, não tem motivação. Sua rotina fica monótona e sua vida, sem rumo", afirma a consultora de finanças pessoais Sandra Blanco, fundadora do site Mulherinvest. A importância de compartilhar um objetivo não vale apenas para quem tem uma certa folga financeira. Vale também para quem está no vermelho. "O maior problema dos casais não está no que ganham, mas na maneira como gastam esse dinheiro", afirma David Bach em seu livro Smart Couples Finish Rich ("Casais inteligentes ficam ricos"), da editora Broadway Books.

3 Divida as tarefas -- e as contas
Determinada a meta do casal, é hora de pôr a mão na massa: organizar o dinheiro que entra; estabelecer a divisão das despesas; optar ou não pela conta conjunta. "Atendo casais que mantêm uma conta conjunta somente para pagar as despesas em comum. E cada um deles tem paralelamente sua conta individual", afirma a consultora Glória Maria. Mesmo ela diz que não há uma fórmula perfeita para dividir a gestão das finanças. Cabe ao casal buscar um caminho que seja satisfatório para os dois. A regra no país ainda é a de que o homem paga as contas mais pesadas e a mulher, as menores. Segundo a pesquisa da H2R, somente 22% dos casais mantêm conta bancária conjunta. Na maioria dos casos (51%), o homem arca com as contas de aluguel, escola dos filhos, enquanto a mulher fica com contas de gás, luz, água e telefone.

Os especialistas recomendam que cada parceiro reserve um pedaço de sua renda para os gastos individuais. É aquele dinheirinho para bancar a manicure, os presentinhos, o equipamento de mergulho, entre outros. Além de preservar a privacidade de ambos, essa estratégia evita brigas. E mais: se um dos dois não estiver trabalhando, é preciso estipular uma mesada, de comum acordo, que sairá do salário de quem está na ativa. Isso é recomendado se quem estiver sem trabalho assumiu responsabilidades de cuidar da casa e dos filhos.

4 Não afunde seu casamento em dívidas
Desde que se casaram, há dois anos, Ananda Calves, de 20 anos, e Ulisses Cordeiro Pereira, de 29, vivem num caos financeiro. Estão atolados em dívidas. Devem água, telefone, luz, supermercado e cartão de crédito. E, na hora de comprar, confessam que são levados pelo impulso. No último Natal, por exemplo, queriam ir de Curitiba, onde moram, para Santos, litoral paulista, visitar a família de Ananda. Como não poderiam levar os cachorros de ônibus, entraram numa loja de carros usados e compraram um modelo 1995. Na volta de Santos, o veículo pifou. Desde então, só tem dado despesas ao casal e se tornou o motivo número 1 das brigas.

Ananda e Ulisses não estão sozinhos. Segundo a pesquisa encomendada por VOCÊ S/A, 37% dos casais estão endividados. E a explicação não é novidade: na grande maioria dos casos, as dívidas são resultado da falta de controle do orçamento. "Não interessa quanto o casal se ama, mas se um deles insistir em fazer dívidas tenho quase certeza de que a relação não vai sobreviver. E, se os dois forem fazedores de dívidas, a relação vai durar menos ainda", diz David Bach.

Os especialistas dizem que há pelo menos duas verdades no mundo da psicologia das finanças. A número 1 é: não existe a hora mais adequada para economizar. As pessoas sempre vão encontrar algo mais atraente para fazer com o dinheiro do que simplesmente deixá-lo numa conta no banco. Por isso, é preciso esforço, disciplina e objetividade nessa hora. A número 2: as despesas tendem a crescer conforme aumenta o contra-cheque. Quanto maior é o salário, mais despesas as pessoas assumem. O psicólogo e matemático Daniel Kahneman levou o Prêmio Nobel de Economia em 2002 ao provar que não somos racionais na hora de tomar decisões sobre como gastar nosso dinheiro. Tendemos a ser emocionais. Portanto, todo cuidado é pouco. Administre seu orçamento sempre levando em conta as metas e os sonhos já traçados. E fuja de dívidas. (Confira mais dicas para administrar o orçamento da casa no quadro "De Grão em Grão...".)

5 Multiplique seu dinheiro
Administrar o orçamento é também cuidar dos investimentos, fazer o dinheiro crescer. A cada início de ano, o professor Roberto Zentgraf, de 45 anos, e a esposa, Ana, de 39, estipulam uma meta de poupança. E, ao longo dos 12 meses seguintes, batalham para conseguir acumular o planejado. Normalmente, uma viagem ou a compra de um imóvel. No caso deles, o investimento determina como será administrado o orçamento do ano: os cortes nas despesas e a inclusão de outros gastos. Zentgraf é um especialista no assunto, por isso não precisa de ajuda externa para tomar decisões financeiras. Se esse não é o seu caso, busque ajuda. Pode ser um especialista, um gerente de banco de sua confiança ou mesmo um livro. Monte um plano considerando o perfil de investimento do casal. Diversifique os produtos. Se você não tem intimidade com o mercado financeiro, fuja dos mais arriscados, como ações e derivativos. Mantenha-se informado sobre a economia e o rumo do país.

E, depois de tanto empenho, é preciso comemorar as vitórias. Abra uma garrafa de champanhe, vá jantar fora, saia para uma noite especial. "As recompensas não são apenas uma boa idéia, elas são indispensáveis", diz Victoria Collins. Além da diversão, elas ajudam a reforçar a mudança de comportamento. Afinal, a organização das finanças não é um fim em si mesma. Ela só tem sentido se permitir que o casal ultrapasse os pequenos problemas do cotidiano para conquistar uma vida a dois feliz, realizada e mais rica.

Manutenção permanente
O que o casal precisa fazer para manter o orçamento sempre saudável
1. Divida as tarefas e as responsabilidades na gestão das finanças
2. Estabeleça encontros semanais ou mensais para avaliar as finanças. Pelo menos uma vez por ano, pare para revisar as metas e fazer uma avaliação das expectativas e sonhos do casal
3. Sempre determine objetivos mensuráveis e possíveis de serem alcançados
4. Não espere que uma emergência apareça. Tenha sempre um plano B na manga
5. Invista num bom plano de saúde para a família
6. Esteja pronto para apertar as finanças em determinados períodos da vida, quando há concentração de despesas altas (educação dos filhos, troca de casa, aposentadoria etc.)
7. Invista as sobras para alcançar seus sonhos de consumo de curto e médio prazos
8. Monte uma reserva para o futuro -- seja para ter uma renda fixa na aposentadoria, seja para abrir um novo negócio na terceira idade
9. Não deixe que as frustrações e incertezas em relação ao dinheiro o tornem pessimista. Foque no problema e adote uma estratégia para resolvê-lo. Sua cara-metade vai agradecer
Como cada um age quando ela ganha mais
ELE ELA
Até assume que a mulher ganha mais, mas mantém a postura de provedor ou se coloca no mesmo nível dela Tem uma posição mais altiva e demonstra certo orgulho em ganhar mais
Diz que sabe quanto ela ganha e gasta Não dá muita satisfação sobre sua renda e suas despesas
Divide as despesas ou arca com as mais pesadas Cuida do dinheiro da família, mas quer que ele mantenha o papel de provedor
Considera que ambos estão no mesmo nível de crescimento profissional Considera que está em crescimento profissional. Mas acredita que o parceiro está estabilizado ou decrescendo
Não briga por causa do dinheiro, e sim pela educação dos filhos Briga por causa de dinheiro, filhos e relacionamento do casal
Assume a culpa pelo endividamento Culpa o marido pelo endividamento
Fonte: H2R Pesquisas Avançadas
Qual é o seu perfil?
Descubra seu estilo de lidar com o dinheiro
Gastador ou consumista Vive intensamente o presente, compra por impulso, sem planejamento. Joga dívidas para o futuro
Entesourador Guarda todo o dinheiro que ganha. É movido pelo medo de ficar pobre ou passar necessidades
Escravo Para ele(a), o dinheiro é um fim em si mesmo e não um meio de troca. Geralmente, é uma pessoa infeliz porque não tem um objetivo maior na vida ou para o uso do dinheiro
Desligado Não sabe muito bem quanto ganha, nem o valor das coisas. Acredita que "tudo dá certo, de um jeito ou de outro"

Tem raiva de quem tem dinheiro Não suporta falar em dinheiro. Tem raiva de quem trata de dinheiro. Normalmente, não gosta de fazer compras pessoalmente e não consegue fazer planejamento financeiro
Confuso entre amor e dinheiro É movido pelo medo de não manifestar o quanto ama ou pelo medo de não ser amado, caso negue o que o outro quer. Estabelece normalmente relação desgastante e de abuso afetivo
Educado financeiramente É consciente de suas limitações. Conhece seu passado, enfrenta o presente e o direciona para o futuro, com um plano de vida pessoal e financeiro
Fonte: A Energia do Dinheiro ­ Como Fazer Dinheiro e Desfrutar Dele, de Glória Maria Garcia Pereira
De grão em grão...
Muitas vezes, cortes pequenos no dia-a-dia trazem excelentes resultados no longo prazo. A seguir, o professor Roberto Zentgraf, do Ibmec, mostra como você pode fazer isso
1. Ao sair para a rua, evite levar a carteira recheada de trocados. Assim, fica mais fácil fugir das pequenas tentações, que no longo prazo consomem uma montanha de dinheiro.
2. Flexibilize os gastos supérfluos. Em vez de fazer a manicure e a pedicure uma vez por semana, faça a cada dez dias.

3. Se puder, uma vez por semana substitua o carro por ônibus, metrô ou bicicleta na hora de ir para o trabalho.

4. Quem não viaja para fora do país deve eliminar o cartão de crédito internacional, cuja anuidade é maior.

5. Cuidado com os pequenos vícios que viram hábitos.
Por exemplo: gastar 1 real todo dia na padaria com seu cafezinho significa:
Em 1 ano = 365 reais Em 5 anos = 1 825 reais Em 10 anos = 3 650 reais

Por Dalen Jacomino
http://vocesa.abril.com.br/aberto/meudinheiro/pgart_01_05082004_45576.shl