segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Orçamento Familiar


O orçamento familiar não é apenas "Anotar as despesas realizadas". O orçamento envolve: planejar, eleger prioridades, controlar seu fluxo de caixa. O orçamento irá ajuda-lo a entender seus hábitos de consumo.


A elaboração do orçamento familiar não é uma tarefa fácil, porém, é necessária para quem tem planos para o seu futuro e o de sua família. Estabelecer objetivos comuns e conversar francamente sobre as finanças com a família é o caminho para que cada um esteja comprometido e faça sua parte.É a forma de garantir a estabilidade das finanças no presente, visando prevenir o futuro.

Como fazer:

primeiro passo do orçamento é identificar para onde está indo o dinheiro: discrimine as despesas fixas: luz, gás, água, telefone, aluguel, condomínio, transporte, educação, assistência médica, alimentação, e outras. Considere, também, despesas eventuais, como: remédios, consertos em geral, cabeleireiro, oficina mecânica, lazer, vícios, prestações, taxas, impostos, cheques pré datados e outras. Com esse levantamento feito, você deve projetar o orçamento para os próximos meses, considerando as despesas sazonais como volta às aulas, IPVA, licenciamento, datas comemorativas (Dia dos Pais, das Mães, dos Namorados, da Criança, Natal, Páscoa etc.), férias para a família. Lembre-se que elas podem representar um gasto substancial em seu orçamento. Discrimine as receitas: salário, rendas, etc. utilize o valor líquido recebido. Faça o balanceamento das receitas e despesas mensais: receitas (-) despesas. Reserve uma parcela de suas receitas para investimentos.

Hora dos ajustes

Identifique gastos que podem ser eliminados ou reduzidos.Não é fácil mudar hábitos da noite para o dia. Converse com a família, o aprendizado da austeridade no trato das finanças e o atingimento das metas irá compensar os eventuais sacrifícios e descontentamentos passageiros.
Compare seus gastos com a média. Veja os dados da POF – Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, por tipo de despesa e Região.


Gerenciando os gastos


Ao fazer suas compras é importante lembrar que o comércio disponibiliza diferentes formas de pagamento. Evite comprometer seu orçamento, analise a necessidade da compra.
À vista – opte por esta forma de pagamento. Você pode obter bons descontos. A prazo – fique atento às taxas de juros cobradas no financiamento, compare o preço à vista com o total das parcelas e lembre-se que: Mesmo no parcelamento "sem acréscimo" geralmente estão embutidos altos juros. Atrasos no pagamento da prestação de financiamento implicam multa de até 2% . É assegurada ao consumidor a liquidação antecipada dos débitos, total ou parcialmente, mediante a redução proporcional dos juros e demais acréscimos. Gerenciando os investimentos
Os investimentos devem ter objetivos definidos: fundo de emergência, férias, previdência, compra de automóvel, etc.


Questões importantes que o investidor deve observar:

Qual o objetivo ao fazer este investimento? Qual é a expectativa de rentabilidade? Quanto tenho disponível para investir? Quando vou precisar desse dinheiro? Tenho todas as informações sobre este tipo de investimento? A diversificação da minha carteira é consistente com meu perfil de risco? Acompanhe a performance do(s) seu(s) investimento(s).

Os meios de pagamento

Cheque / cartão de débito - é uma ordem de pagamento à vista. Ao emiti-lo, lembre-se de que ele será descontado imediatamente. Cheque pré-datado - é um acordo informal entre fornecedor e consumidor. Se você for utilizá-lo como forma de pagamento, faça constar do pedido, da nota fiscal ou do orçamento os números dos cheques e as datas previstas para os descontos . Esta é a sua única garantia caso o fornecedor venha a depositá-lo antes do combinado. Cheque especial - evite entrar no limite do cheque especial, já que as taxas de juros costumam ser muito elevadas; não faça desse limite um segundo salário.

Cartão de crédito / parcelado no cartão - o controle das despesas realizadas com cartão exige cuidados. Verifique a conveniência de ter mais de um cartão, não se esquecendo de incluir em seu orçamento, as anuidades do(s) cartão(ões). Pague a fatura integralmente na data do vencimento. Além da multa de até 2% por atraso no pagamento, os juros cobrados no parcelamento do saldo devedor são muito altos. Em situação de inadimplência, seu cartão poderá ser cancelado.

Importante: A prosperidade começa com o controle do fluxo de caixa, seja para as Pessoas, as Empresas ou os Governos.


Por: Benigno Ares, CFPTM

Fonte:http://financenter.terra.com.br/

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Cuidados ao tomar um empréstimo

Com os juros da economia em níveis tão altos quanto os que observamos hoje, fazer uso de empréstimos pessoais e financiamentos acaba sendo uma péssima prática para a saúde financeira de qualquer pessoa.

A palavra de ordem hoje é investir.

Porém, ao mesmo tempo em que observamos taxas de juros para investimentos tão interessantes, sofremos uma forte pressão no orçamento doméstico decorrente do constante aumento de preços, enquanto nossos ganhos mantêm-se estáveis. A conseqüência disso é que muitas pessoas, sem conseguir reduzir seus gastos no mesmo ritmo em que os preços sobem, acabam tendo que recorrer a empréstimos. Nessas horas, é preciso planejar bem o compromisso que será assumido, para que o problema de hoje não se torne um tormento amanhã.

Veja como funciona cada modalidade de empréstimo:

Pedir emsprestado a um parente ou amigo: muitas pessoas vêem este tipo de empréstimo como o ideal, uma vez que se pode valer do relacionamento para deixar de pagar juros. Cuidado! Se você não quer destruir um bom relacionamento, leve em consideração que a pessoa que lhe emprestar o dinheiro poderia estar obtendo juros no banco. Por isso, é sensato negociar o empréstimo pagando os juros que essa pessoa conseguiria em uma aplicação comum – que hoje não chegam a 2% ao mês. Esta seria a alternativa mais barata para se conseguir um empréstimo, porém não se devem esquecer os custos emocionais desta prática. Pedir um empréstimo a um amigo é uma situação tão constrangedora para quem pede quanto para quem recebe o pedido. Por isso, muitas vezes deverá partir de você a proposta de pagar juros e de assinar uma nota promissória (que nada mais é do que uma promessa de pagamento por escrito), preservando a confiança mútua e o relacionamento.

Cuidado nesta hora também, pois a promissória não é interessante para quem deve, é uma confissão de dívida e pode ser usada contra você em uma eventual quebra de amizade. Evite propor prazos para quitar o empréstimo, pois geralmente somos demasiadamente otimistas ao planejar nosso futuro. Se seu amigo esperar o dinheiro dele de volta no próximo mês e não receber, sua credibilidade será abalada e a amizade deixará de ser a mesma.

Penhor de bens: uma alternativa aos parentes e amigos é o penhor, em que você pode entregar ao banco bens de valor – obras de arte, jóias ou outro bem de valor mensurável – como garantia de um empréstimo que lhe é feito. Como o risco de o banco não receber o dinheiro de volta é pequeno, pelo fato dele ter os bens para vender, os juros são bem mais baixos que em outras modalidades. Esta prática deve ser feita somente quando a situação de falta de recursos é provisória e há plena certeza de que algum recurso extra está para surgir e pagar a dívida. A razão para este cuidado é que o banco sempre avaliará o bem a um preço bem abaixo do de mercado, sem contar que ele não levará em conta o valor emocional. Uma jóia herdada dos avós, por exemplo, é avaliada por seu peso em metal precioso, não levando em conta nem o trabalho artístico.

Empréstimo com o banco: disponível a qualquer pessoa que tenha conta em banco, o empréstimo é a forma mais barata de se conseguir recursos sem comprometer amizades e bens de família. Basta procurar um gerente do banco e solicitar uma quantia, verificando o plano de pagamento. Porém os juros não são baixos, e por isso deve-se fazer uma boa pesquisa de taxas em diversos bancos antes de contrair o empréstimo. Não tenha a ilusão de que você conseguirá as melhores taxas no banco em que você tem conta por ter um bom relacionamento. Pesquise! O procedimento para se conseguir um empréstimo pessoal não é complicado, mas alguns bancos poderão restringir seu crédito se você estiver com o nome sujo na praça – em razão de um cheque devolvido, por exemplo.

Cheque especial: não é a forma mais barata, mas é a forma mais simples de se conseguir um empréstimo, pois não é preciso sequer contatar o gerente. Porém, deve ser terminantemente evitada, já que os juros praticados são muito mais altos que os do empréstimo pessoal – e todo cliente que tem um limite no cheque especial deverá ter no mínimo o mesmo limite para empréstimos pessoais. O limite do cheque especial só deve ser usado por um ou dois dias, quando acontece algum imprevisto (atraso no recebimento ou antecipação no depósito de cheques pré-datados, por exemplo).

Uso do crédito rotativo do cartão de crédito: é uma prática tão ruim quanto o uso do cheque especial, e por isso deve ser riscada de qualquer lista de alternativas. Na fatura do cartão, há um sugestivo valor mínimo a ser pago, possibilitando ao usuário do cartão o pagamento futuro do restante. Não caia nesta armadilha! Os juros são em geral iguais ou maiores que os do cheque especial, o que traria um desgaste e uma perda de dinheiro muito grandes nos meses seguintes. Pague sempre o valor total de seu cartão na data do vencimento; se não houver saldo na conta, contate seu gerente e peça um empréstimo pessoal.

Financeiras: emprestam dinheiro sem muita burocracia e a juros similares aos do cheque especial e do cartão de crédito. Em geral, atendem a clientes desesperados, que precisam de dinheiro urgentemente para quitar um penhor ou para não perder um bem importante que havia sido financiado. Como trabalham com os juros mais altos da economia, tendem a conduzir o devedor ao total descontrole da dívida, sujando seu nome nos sistemas de proteção ao crédito. Também devem ser evitadas como alternativa ao endividamento.

Agiota: é qualquer pessoa que dispõe de recursos financeiros e faz uso desses recursos para emprestar a terceiros. Quando pedimos emprestado a amigos e parentes, a agiotagem não se caracteriza porque há o vínculo do relacionamento. O agiota profissional é aquele que exerce de forma ilícita atividade similar à de um banco ou de uma financeira, porém sem fiscalização e sem pagar impostos. Cobra juros extorsivos e, em geral, exige como garantia de seus devedores a transferência de bens como automóveis e imóveis. Por não ser uma atividade regulamentada, não se preocupa em agir dentro dos limites da lei na hora de cobrar uma dívida, podendo se tornar um grande risco à estabilidade pessoal e familiar do devedor. Não apenas deve ser evitado como deve ser denunciado.

Substituição de dívidas: ao precisar de dinheiro, uma alternativa interessante pode ser a venda de um bem para obtenção de recursos imediatos. Por exemplo, se você tiver uma dívida de R$ 15 mil e possuir na garagem um veículo já quitado com valor igual ou superior, pode vender seu automóvel e comprar um outro financiado. Esta prática não elimina a dívida, mas garante o pagamento de juros bem menores do que aqueles que você pagaria no empréstimo pessoal – hoje os juros de um financiamento de automóveis não chegam a passar muito dos 2% ao mês. Mas note que esta não deve ser uma prática a ser incentivada, uma vez que se está perdendo um bom valor em juros. Deve ser considerada apenas como uma alternativa ao empréstimo, quando este se faz essencial.

Empréstimo específico para casa própria, carro, cirurgia plástica e outros: a aquisição de empréstimos para bens e serviços cuja aquisição pode ser adiada é uma prática que deve ser evitada. Com juros altos, é muito melhor poupar para pagar à vista um pouco mais adiante do que desfrutar hoje e pagar muito mais caro no futuro, comprometendo boa parte de nossa renda com juros. Do ponto de vista financeiro, é muito mais barato e seguro alugar um imóvel enquanto se constrói uma poupança para adquirir um imóvel à vista no futuro (basta ter disciplina para fazer a poupança). Ao comprar um carro, é possível obter ótimos descontos pagando à vista. Quanto à cirurgia plástica, é muito mais saudável esperar um pouquinho e pagar à vista, pois é provável que as rugas que surgirão com a preocupação de uma dívida desnecessária exijam nova cirurgia em pouco tempo.

Estas informações serão bastante úteis na hora de escolher o tipo de empréstimo mais adequado a cada leitor. Porém, a dica mais importante é esta: procure quitar suas dívidas o quanto antes, para que você gaste menos dinheiro com juros. Se tiver várias dívidas, comece eliminando primeiro as mais caras, ou substituindo-as por mais baratas.

Fonte: http://www.maisdinheiro.com.br/emprestimos.htm

De grão em grão

Quem não quer ser um milionário? Por incrível que pareça, isso é possível, mesmo que custe algumas décadas e mais disciplina no controle dos gastos. De repente, seu milhão, tão útil na aposentadoria, pode estar indo pelo ralo em gastos desnecessários com celulares, tarifas bancárias ou juros dispensáveis.
Estudo feito pelo Finita Consultoria, empresa carioca que dá assessoria financeira a pessoas e pequenas empresas, mostra que se pode juntar não R$ 1 milhão, mas R$ 3,8 milhões com pequenos cortes de despesas e uma boa ajuda do efeito multiplicador das taxas de juros ao longo de 40 anos. O período parece longo, mas coincide com a aposentadoria, justamente quando mais se precisa de reservas. A proposta é dar uma idéia para a pessoa de como essas pequenas economias são poderosas no longo prazo e ajudariam em uma aposentadoria mais confortável.
A importância de cortar despesas e guardar o máximo que se puder não tem nada de novo. Faz parte do tão comentado planejamento financeiro pessoal, que vem se tornando cada vez mais popular no Brasil. Mas, para a maioria das pessoas, é preciso relembrar isso de tempos em tempos. E algumas chegam a procurar especialistas para ajudá-las a encontrar onde cortar custos e ajustar o orçamento à realidade dos ganhos.
Mais do que descobrir a pólvora, a idéia do estudo é mostrar como essas pequenas economias e uma boa aplicação podem surpreender ao longo do tempo, afirma o sócio da Finita Elchanan Palatnik. Ele lembra que as sugestões nasceram de uma família hipotética, e portanto nem todas são válidas para todos. "Mas as pessoas podem ajustar os dados da tabela ao seu caso, incluindo novas despesas e retirando outras". No cálculo de Palatnik, chega-se a uma economia mensal de R$ 984,76, ou R$ 12.282,86 por ano.
Um exemplo bastante comum é o de famílias que têm cartão de crédito e pagam a anuidade cobrada pelas administradoras sem pechinchar. "As pessoas acham que são importâncias pequenas, mas R$ 25 por mês com um juro de 8,7% ao ano daria R$ 98 mil em 40 anos", afirma. Outras economias podem ser evitar atrasos ou rolagens nos pagamentos das faturas, que resultam em multas e juros elevadíssimos. Pode-se também aproveitar os parcelamentos sem juros e buscar as melhores datas para compras, ganhando o máximo de prazo.
Até no pãozinho pode-se economizar, procurando padarias com preços mais razoáveis. Isso daria mais R$ 117,6 mil em 40 anos.
Uma boa economia pode estar na previdência privada, afirma Palatnik. A maioria das pessoas não pesquisa as condições dos planos - especialmente taxas de carregamento e de administração - e acaba, por conveniência ou comodidade, optando por investir no banco onde tem conta, e onde normalmente esses custos são mais altos. "Hoje há muita concorrência nessa área e o investidor pode reduzir o custo pesquisando em outra instituição", afirma. E, para quem tem conhecimento de mercado, a alternativa pode ser montar uma carteira própria de investimentos de longo prazo.
Combustível também pode ser uma fonte de economia devido à diferença de preços entre postos e regiões da cidade. Por isso, vale a pena pesquisar os postos no trajeto do trabalho e abastecer naquele com melhor relação de preço e qualidade. "Mas a maioria das pessoas abastece no primeiro posto que encontra", afirma Palatnik.
Nos telefones, o gasto pode ser menor usando-se a linha fixa em lugar do celular em casa, por exemplo. Ou preferindo horários promocionais para as ligações mais longas. E há ainda a opção dos sistemas via internet para ligações internacionais, o Skype. Celulares ou linhas fixas com pouco ou nenhum uso também podem entrar na lista dos cortes. Os presentes de fim de ano são outra fonte de economia, com alguma organização. "Damos os presentes sempre para as mesmas pessoas em datas previsíveis, portanto é possível comprar com antecedência aproveitando as liquidações e pesquisando com calma", lembra Palatnik. O mesmo vale para quem quer renovar o guarda-roupa sem gastar demais - evitando os períodos festivos, como Dias das Mães, dos Pais, Natal e Namorados.
Nos impostos, os assalariados têm poucas alternativas para economizar. No máximo, podem aplicar em fundos de previdência que permitem abater o imposto retido na fonte. É o caso dos fundos oferecidos pela própria empresas, que costumam também ter taxas de carregamento e de administração mais baixos.

Por: Angelo Pavini,
Fonte: Valor Online, em 22/02/2007

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

10 Dicas para sair do vermelho

  1. Jamais use o cheque especial ou o pagamento parcial do cartão de crédito. Peça empréstimos no banco, que saem mais baratos. Caso você tenha dinheiro guardado em poupança por exemplo, empreste esse dinheiro para você mesmo, e cobre de você mesmo o juros que você pagaria para o banco.
  2. Tenha apenas um cartão de crétido e passe a controlar os saldos com mais frequência, pelo menos a cada 10 dias, para que deixe de gastar além do esperado;
  3. Tenha uma idéia do tamanho de seu problema: a primeira coisa a fazer é anotar TODOS os gastos do mês, inclusive os gastos pequenos, para descobrir de onde cortar; Vale lembrar que os gastos pequenos normalmente representam uma grande parcela do dinheiro gasto.
  4. Elabore um plano radical de enxugamento de gastos na maior intensidade possível, para que a dívida seja amortizada de uma vez. Não adianta ir pagando aos pouquinhos, pois os juros voltam a aumentar rapidamente a conta que você já pagou;
  5. Quanto mais intenso for o corte de gastos e menor o tempo necessário para isso, menores serão os desgastes no relacionamento familiar;
  6. Acabe de vez com a tentação das compras a prazo;
  7. Use todos os tipos de poupança que você tem. Não adianta estar com investimentos e perder mais com os juros da dívida. O mesmo vale para bens como terrenos e imóveis à espera de valorização;
  8. Fuja de atividades de lazer que custam. Aprenda a valorizar as coisas preciosas da vida que não custam nada, como um passeio ao ar livre ou uma reunião com amigos ou com a família;
  9. Enquanto não conseguir quitar toda a dívida, substitua-a por outras mais baratas, como a venda do automóvel atual e compra de outro carro parcelado. Use todo o dinheiro da venda para reduzir a dívida. O mais interessante desta jogada é que apesar de individado, você estará de carro novo.
  10. Divida seu plano de ajuste com a família. É importante que todos estejam engajados, para que haja maior co-motivação.

Dicas adaptadas do site: http://www.maisdinheiro.com.br/sairdovermelho.htm

10 Dicas para o usuário de cartão de crédito


5 dicas ao adquirir um cartão:


  1. Escolha uma data de vencimento do cartão próxima de seu dia de recebimento, para facilitar o planejamento da poupança.

  2. Se você planeja gastar muito no cartão, prefira os cartões que oferecem bônus como milhagens ou descontos.

  3. Concentre suas compras em um único cartão para adquirir mais vantagens. Elimine cartões adicionais.

  4. Barganhe com a administradora as taxas de anuidades, principalmente se seu cartão não possui programas de bônus ou milhagens.

  5. Para quem viaja muito ao exterior, prefira bandeiras que são aceitas com maior freqüência nos destinos mais comuns.

5 dicas ao usar o cartão:



  1. Jamais entre no crédito rotativo ou pagamento mínimo. Na falta de dinheiro para pagar, faça um empréstimo pessoal.

  2. Cuidado com as compras parceladas no cartão: muitas lojas embutem juros nas parcelas sem avisar ao consumidor. Verifique se o lojista está assumindo os juros da operação.

  3. Consulte o saldo de seu cartão ao menos a cada dez dias, para não levar sustos no dia do recebimento da fatura.

  4. Nas compras pela Internet, certifique-se de que o site é seguro e a empresa é idônea. Não compre com empresas pouco conhecidas.

  5. Jamais use o cartão de crédito para efetuar saques em dinheiro. Para valores baixos, os juros e a tarifa podem sair mais caros que o próprio valor do saque.

Informações extraídas do site http://www.maisdinheiro.com.br/cartaodecredito.htm

Entendendo o Mercado de Ações


Como o mercado de ações funciona?


Entenda, agora, como funciona o mercado de ações. Para exemplificar, vamos imaginar uma empresa e simular algumas situações,incluindo o lançamento de ações por parte dessa empresa e, depois, a negociação dessas ações pelos seus portadores. Vamos ver, por meio deste exemplo, os motivos que levam os portadores de ações (investidores e especuladores) a vender ou comprar certas ações. Veremos que a negociação de ações está muito associada ao preço das mesmas que depende, substancialmente, das perspectivas de lucratividade atribuídas à empresa.


Vamos imaginar a criação de uma empresa chamada Chupinguinha SA. Imagine que queremos constituir uma empresa de grande porte para produzir cachaça, buscando suprir especialmente o mercado interno. Consideremos que a empresa venderá para os estados da Bahia, Ceará e Rio Grande do Sul.


A empresa será de grande porte, exigindo um capital de $10 milhões. Os fundadores não possuem esse dinheiro, e necessitam captar esse dinheiro de outras pessoas. Para isso eles preparam um documento denominado briefing, e, com a autorização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e com a cooperação de sociedades distribuidoras e Bancos oferecem suas ações ao público. A esta operação de fazer o lançamento de ações ao público dá-se o nome de underwriting. As sociedades distribuidoras e os bancos entram em contato com seus principais clientes e lhes oferecem as ações Chupinguinha SA. Basicamente é essa a forma de como as ações chegam ao público.

Mas o que é uma ação?


Uma ação nada mais é do que uma fração do capital socialda empresa. Embora possam não ter valor de face, isto é, emborapossam não ter escrito o seu valor, há sempre um valor delançamento. Por exemplo, imagine que o capital de $10 milhões é representadopor 5 milhões de ações, cada uma valendo $2 no seu lançamento.O investidor que adquirir 1000 ações pagará $2000 e será um acionista detendo uma parcela do capital social.

Mas como a empresa Chupinguinha SA ganha com isso?

A empresa ganha apenas no dia do lançamento das ações (chamada de oferta primária).Observe-se que todo o dinheiro arrecadado via sociedades distribuidoras e Bancos, no lançamento das ações, chega à empresa Chupinguina SA, que passa a dispor de $10 milhões. É eleita uma diretoria (pelos acionistas) e, com parte desse dinheiro arrecadado a empresa compra os ativos (terrenos, máquinas, etc) necessários à produção da cachaça. Parte do dinheiro é destinado a outras despesas, incluindo o pagamento de salários aos funcionários.

E os acionistas, o que ganham com isso?

No presente estágio a empresa Chupinguinha SA está operando e muitas pessoas possuem ações — ações que indicam que seus titulares são co-proprietários da empresa tendo direito à divisão dos lucros. A administração da empresa está agora ocupada com a produção de cachaça, com o objetivo de exportar cachaça para os estados brasileiros. A diretoria estima que as vendas serão de 40% para a Bahia; 30%para o Ceará; 10% para o Rio Grande do Sul e 20% para outros estados.Estima a diretoria, também, que, ao término do primeiro ano de operação a empresa terá um lucro bruto de $4 milhões. Pagando-se o imposto de renda ($1 milhão) e retendo-se $2 milhõespara reinvestimentos, serão distribuídos aos acionistas dividendos no valor total de $1 milhão. Sabendo-se que a Chupinguinha SA tem 5 milhões de ações, estima-se que cada ação receberá de dividendo $0,20.

E onde a BOVESPA entra nessa história?

Para facilitar a venda e compra das ações, a Chupinguina SA, com autorização da CVM inscreve-se numa Bolsa de Valores. No Brasil essa Bolsa de Valores é a Bovespa, portanto as ações da Chupinguinha SA passam a ser negociadas no pregão de tal Bolsa. A partir do momento em que as ações da Chupinguinha SA são distribuídasao público, via underwriting, a empresa passa a ser de "capital aberto", isto é: a participação no seu capital social é facilitada amplamente e suas ações podem passar a ser negociadas numa ou mais Bolsas de Valores.

Mas quem pode vender ações da Chupinguinha SA?

Quem as possui.

E onde as venderá?


No pregão da Bolsa de Valores ondea empresa Chupinguinha SA está inscrita. Portanto, os titulares das ações da Chupinguinha SA podem vender suas ações para qualquer pessoa que as queira comprar.

E onde entra as corretoras nessa história?

A negociação (venda e compra), entretanto, só é possível por meio de intermediários especiais — as chamadas Corretoras de Valores Mobiliários . Imaginemos o investidor Marcilio que tem 1000 ações da empresa Chupinguinha SA e deseja vende-las. Para isso, ele deve procurar uma corretora, cadastrar-se nela, e solicitar que seja feita a venda das 1000 ações da Chupinguinha SA. E a que preço? Qual o valor que o sr. Marcílio deve pedir pelas suas 1000 ações? O que ele desejar, mas, fundamentalmente,o valor que alguém estiver disposto a pagar. Admita-se que o sr. Marcílio diga para a sua corretora vender cada ação a $2,20. A corretora passa para o setor de operações da Bolsa a informação de que alguém quer vender 1000 ações da Chupinguinha SA a $2,20 cada uma, procedendo a uma espécie de leilão. Admitamos que um outro investidor, o sr. Daniel, por meio de uma outra corretora1, aceita comprar as 1000 ações a esse preço. A negociação é fechada: o sr. Marcilio, por meio da corretora X, vendeu 1000 ações da Chupinguinha SA ao sr. Daniel, representado pela corretora Y. As corretoras informam aos seus clientes que a operação foi realizada.

A corretora Y informa ao sr. Daniel — comprador —que ele deve depositar:



  • $2.200,00 referente às 1000 ações (a $2,20 cada)

  • +$ 37,98 referente a taxa de corretagem (verifique a tabela de corretagem de sua corretora) ;• +$ 0,78 referentes a emolumentos (0,035%);

  • +$ 0,45 referente ao ANA (Aviso de Negociação de Ações emitido pela Bovespa)

  • =$2.239,21 total a pagar.


A corretora X informa ao sr. Marcílio —vendedor —que ele iráreceber líquido:



  • $2.200,00 referente às 1000 ações (a $2,20 cada)

  • -$ 37,98 referente a taxa de corretagem (verifique a tabela de corretagem de sua corretora);

  • -$ 0,78 referentes a emolumentos (0,035%);

  • -$ 0,45 referente ao ANA (Aviso de Negociação de Ações emitido pela Bovespa)

  • =$2.160,79 total a receber.


Observe que a Chupinguinha SA nada tem a ver com a transação das suas ações na Bolsa: a transação é feita, por intermédio de corretoras, entre investidores. Um vende as ações, e, por isso, recebe o valor correspondente à venda e o outro compra as ações, e, por isso, paga o valor correspondente.


Este tipo de negociação caracteriza o mercado secundário. Fato semelhante ocorre cotidianamente no mercado de automóveis usados: alguém vende um veículo Ford para um terceiro por um determinado valor: esta transação não tem relação com a empresa FordSA, salvo pelo fato de o veículo ter sido fabricao por essa empresa. A Ford SA recebeu apenas quando vendeu o veículo para o primeiro proprietário (mercado primário); quando este revendeu para um terceiro a Ford SA fica à margem do negócio (mercado secundário). Deve-se também atentar que outras operações de compra e venda podem ser feitas, com a mesma ação, no mesmo dia. Ao término do pregão a Bolsa emite uma listagem onde todas asnegociações são computadas. Para cada ação a Bolsa informa uma série de elementos, tais como: preço mínimo, preço máximo, preço médio, etc. Estes preços orientarão, certamente, futuras negociações.


Observe que a empresa Chupinguinha SA não tem prejuízo pelo fato das suas ações caírem na Bolsa; nem lucra, tampouco, se elas subirem. Observe-se que o comprador, o sr. Daniel, comprou 1000 ações da Chupinguina SA pagando um total de $2.239,21. O preço de cada ação, para ele, foi de, praticamente $2,24. Ele sabe que aChupinguinha SA estima pagar o primeiro dividendo de $0,20 referente ao exercício corrente, e isto significa que, para ele, cada ação renderá cerca de 9% de dividendos no ano — o que é uma excelente taxa.


O que pode afetar a variação do preço da ação Chupinguinha SA no mercado, ou seja, na Bolsa?


Obviamente algo que esteja ligado à geração de dividendos. Por exemplo: as concorrentes daChupinguinha SA, no Brasil, pressionam o mercado baixando o preço da cachaça. A empresa, para manter a sua fatia de mercado tem de acompanhar a redução de preço. É possível que isso diminua os lucros. Se se esperava lucros de $4 milhões no total, é possível que os lucros reduzam para $3,2 milhões. O dividendo previsto já não é mais de $0,20. Faria sentido que certos investidores se desfizessem das suas ações da Chupinguinha SA face a este evento. Ao se desfazerem das ações eles forçam a queda do preço, talvez para $2,05. Por outro lado, o fechamento de novos contratos para o estado do Tocantins, aumentando o volume de vendas, pode significar mais lucros, mais dividendos e desejo dos investidores adquirirem mais ações da Chupinguinha SA o que pressionaria o preço da ação para cima. O cancelamento do Carnaval na Bahia — que é um grande comprador da Chupinguinha SA — poderia significar redução nas vendas, redução nos lucros e nos dividendos,levando os titulares das ações da Chupinguinha SA a se desfazer delas. Quando os investidores pretendem se desfazer de ações, o preço destas tende a cair no mercado.


É fácil entender que o preço de uma ação tenderia a acompanhar a direção do volume de dividendos que a empresa vá distribuir — e estes, por sua vez, derivam dos lucros, dos resultados das operações das empresas.


Eventos que podem afetar os lucros das empresas podem provocar reflexos nos preços das ações. Aumento de juros, nível da inflação, taxa de desemprego,taxa de câmbio, conflitos, etc. são alguns dos eventos que podem afetar, de algum modo, para mais ou para menos, os lucros de empresas e, por conseguinte, o nível dos dividendos.


Tais eventos, assim, podem explicar a variação dos preços das ações nas Bolsas.
Desta forma, o preço de uma ação na Bolsa não tende a ter uma relação lógica com o preço das demais, e, muito menos com o desempenho das outras Bolsas de Valores de outros países.Não tem qualquer fundamento lógico pretender explicar uma queda generalizada na Bolsa de Valores de São Paulo porque a Bolsa de Tóquio desceu 1,5%. O que significa dizer que a Bolsa de Tóquio desceu 1,5%? Significa dizer que o preço de uma dada cesta de ações negociadas na Bolsa de Tóquio baixou 1,5% em relação ao dia anterior.


Isto afetará os negócios da Chupinguinha SA? Por que, então, o preço das ações da Chupinguinha SA deveria cair?



Entretanto, a justificativa da queda da Bolsa de São Paulo decorrente da queda da Bolsa em Tóquio, Nova York ou qualquer outra parte do mundo é freqüentemente usada. Mas é uma justificativa sem sustentação lógica.

Adptado do livro: A Arte de Operar na Bolsa

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Investidor versus Especulador

Inicialmente devemos considerar a diferença entre um investidore um especulador. Não é uma diferença qualitativa; nãose trata de afirmar que um é, eticamente, melhor do que o outro.Não se trata disso: a diferença reside essencialmente no horizonteda aplicação e na forma como buscam os ganhos.

O investidor tem prazos longos de atuação, medidos emanos: compra uma ação com a intenção de permanecer longotempo com ela. Seus ganhos ou rendimentos provêm basicamentedos dividendos proporcionados pela ação.


O especulador tem prazos curtos de atuação, medidos emdias ou semanas: compra uma ação com a intenção de se desfazerdela rapidamente, aproveitando sua possível valorização nacotação. A seleção e o acompanhamento da ação é feita pormeio de indicadores que mostrem possível variação no preço daação na Bolsa. O especulador orienta-se pela cotação da açãonão pelos dividendos. Uma queda acentuada na Bolsa geralmentetende a lhe causar grandes prejuízos.

Fonte: A Arte de Operar na Bolsa - Manuel Meireles.

Leitura obrigatória - Sites & Grupos

Os sites abaixo são essenciais para quem quer começar a investir:


Simulador de bolsa de valores:

Grupos de discussão:

Cadastre-se no site www.yahoogrupos.com.br e participe dos seguintes grupos:

  • analise_tecnica
  • bovespabrasil
  • pairicopaipobre

Leitura obrigatória - Livros

Para quem pretende iniciar nos investimentos, abaixo segue alguns livros que considero essencial:

Introdução

A idéia deste blog é tentar instruir e compartilhar o conhecimento que tenho sobre alguns tipos de investimentos (renda fixa e renda varíavel) para pessoas que estão começando a se interessar por esse assunto.

Sou formado em Ciência da Computação e pós graduado em Gestão de Negócios e Tecnologia da Informação. Atualmente presto serviços na área de desenvolvimento de sistemas WEB para a Discover Technology em São Paulo capital.

Invisto na Bolsa de Valores (Bovespa) há um ano.