segunda-feira, 26 de março de 2007

Orçamento: faça dele seu aliado e melhore sua vida financeira

SÃO PAULO - Você sabe para onde vai o seu dinheiro todos os meses? Caso não tenha resposta para essa pergunta, é bastante provável que ele esteja indo para onde não deve: em gastos de consumo desnecessários. Será que você faz como a maioria dos brasileiros, que ainda não adotou nenhum tipo de controle de gastos e vive de salário em salário?
Ainda que a elaboração de um orçamento não seja garantia de que você irá controlar suas finanças, uma coisa é certa: sem um orçamento esta é, sem dúvida, uma tarefa impossível.
Encare o orçamento de uma forma diferenteBoa parte da resistência das pessoas em elaborar um orçamento se deve à conotação negativa que a palavra ainda tem. Assim como a palavra dieta, o orçamento é visto como algo que impõe restrições nos seus hábitos, lhe impedindo de fazer o que deseja.
Mas, não é bem assim. A elaboração de um orçamento facilita o seu planejamento, o que, por sua vez, permite que você alcance os seus objetivos financeiros de forma mais eficiente. Portanto, você deve encarar o orçamento como uma ferramenta que facilita a sua vida.
Associe a palavra à realização de sonhosDa mesma forma que o computador ajuda você a executar suas tarefas do dia-a-dia e a dieta permite que você perca peso e goze de uma saúde melhor, o orçamento ajuda você a adotar uma vida financeiramente mais responsável. E, para os mais céticos: os psicólogos são categóricos ao afirmar que poupar diminui o estresse e faz bem à saúde.
Dissocie a palavra orçamento da sensação de restrição, e pense no que pode alcançar com ele. Afinal, o que é um orçamento senão um plano de como pretende usar o seu dinheiro? E como não há nada mais prazeroso do que sonhar: associe a idéia de orçamento à realização destes sonhos e você terá dado um passo importante no sentido de começar a ter controle da sua vida financeira.
Alguns cuidadosAntes de preparar seu orçamento, alguns cuidados especiais devem ser tomados. Em primeiro lugar, comece analisando as receitas: é o que você ganha que irá definir quanto você pode gastar. Outra dica: lembre-se que o limite do cheque ou do cartão não faz parte da renda!
Do lado das despesas, nunca esqueça de considerar os pequenos gastos, que podem ser agrupados, mas nunca ignorados. É importante que você tenha em mente o que eles representam, pois, na maioria das vezes, são eles, somados, que levam muita gente a se perguntar porque o orçamento parece nunca fechar.
Como montar seu orçamentoNão existe uma fórmula definida para criar um mecanismo de acompanhamento e controle de seu orçamento: isso depende de quanto tempo você tem disponível e qual grau de tecnologia tem a seu dispor. Quanto mais sofisticado, porém, maior a chance de sucesso.
Se você tem um computador, a forma mais simples é montar uma planilha. Tente listar de um lado as receitas e do outro as despesas, deixando sempre margem para inclusão de categorias extraordinárias, ou seja, gastos ou receitas que não ocorrem todos os meses.
Não esqueça de incluir, também, receitas decorrentes de investimentos, assim como despesas com juros ou pagamentos de prestações, do outro lado. O mais importante é tentar trazer uma fotografia que reflita o seu padrão de receitas e despesas mês a mês e, obviamente, saber qual o resultado final.
Não importa o formato, é o hábito que faz a diferençaTrabalhar com uma planilha, porém, não é a única forma. Quem não tem computador ou não é fã da tecnologia pode usar um caderno, onde, inclusive, você pode anexar recibos e notas fiscais para facilitar a checagem dos números no final do mês.
Os mais sofisticados, por outro lado, podem obter na internet ou adquirir programas voltados para o planejamento financeiro. Ou seja, não importa a forma ou grau de detalhamento no qual você quer acompanhar seu orçamento, o mais importante é que você se sinta confortável com o que escolheu e tenha disciplina para atualizar e analisar os números.

Por: Equipe InfoMoney26/03/07
Fonte: http://web.infomoney.com.br//templates/news/view.asp?codigo=672324&path=/suasfinancas/

sexta-feira, 9 de março de 2007

Lucro: que mal há nisso?

O dinheiro como conhecemos hoje é resultado de uma longa história na humanidade. Quando não existia a moeda, as pessoas trocavam um produto que não era utilizado por outro que precisavam no momento, tecidos e roupas por comida e outros congêneres.

Algumas mercadorias, como o gado e o sal de cozinha, passaram a ter maior valor. Como eram muito procurados, foram estabelecidos como moeda corrente no sistema de troca. Daí a palavra "salário" que vem do latim sal. Na Grécia e na Roma antigas, o sal era utilizado para pagar o salário dos trabalhadores.

Nessa época, os homens já tinham a noção de que a troca, seja pela mão-de-obra ou por produtos, proporciona no final a aquisição do que é necessário para a sobrevivência. Assim, o resultado do nosso trabalho gera uma quantidade de dinheiro, como um meio para adquirir aquilo que necessitamos. Esse é o nosso lucro individual.

De vento em popa
Quando uma empresa "vai de vento em popa", os investimentos geram lucros para os sócios; ela abre novas vagas para contratação e ajuda a diminuir o número de desempregados existentes; aumenta a arrecadação de impostos, os quais, em tese, deveriam ser convertidos em benefícios sociais aos cidadãos; contribui para o crescimento da economia do País e assim sucessivamente.

É o efeito "bola-de-neve": a vantagem do lucro "empresarial" é revertida na contribuição para que outras pessoas possam ter acesso ao "lucro individual", caracterizado pelo emprego ou benefícios sociais.

Os programas de Responsabilidade Social desenvolvidos pelas empresas são exemplos vivos. A prática não contribui apenas para a própria corporação que ter redução na carga de impostos ou para proporcionar um melhor relacionamento com os clientes ou os seus acionistas, mas também para elevar a qualidade de vida na comunidade a qual está inserida.

A promoção de trabalhos e atividades para minimizar a desigualdade social e a proteção ao meio ambiente também é um bom exemplo de compartilhar os lucros e trazer benefícios para a sociedade, além de desenvolver a sustentabilidade do próprio negócio.

Sem constrangimento
Nesse aspecto, existem diversos projetos idôneos e bem-sucedidos geridos com recursos provenientes de empresas líderes de mercado. Esses investimentos permitem que sejam executados e planejados programas, projetos e ações sociais de longo prazo nas áreas de educação, saúde, desenvolvimento social e preservação do meio ambiente em todo o Brasil.

Visto por esse prisma, não há motivos para constrangimentos na hora de anunciar o crescimento da empresa e a geração de bons lucros. Todos devem comemorar a geração de lucros de uma empresa.

Afinal, basta refletir: todos perdem com o prejuízo!

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Escrito por: Francisco Higa
Fonte: http://web.infomoney.com.br//templates/news/view.asp?codigo=648595&path=/suasfinancas/

quarta-feira, 7 de março de 2007

Dinheiro, casamento & carreira

Conheça os cinco passos que casais inteligentes usam para enriquecer

Desde o fim de seu primeiro casamento, a executiva catarinense Deise Simone de Sousa, de 32 anos, prometeu a si mesma que não cometeria os mesmos erros. "Separávamos tudo: o que era meu, era meu, o que era dele, era dele", diz ela. Cada um tinha sua meta de vida, seu objetivo profissional e sua conta bancária. No trabalho, enquanto ela crescia e ganhava mais, ele estagnava sem perspectivas. Resultado: a promessa de que a união seria eterna na alegria e na tristeza durou apenas um ano. O descompasso profissional do casal teve responsabilidade no fim do casamento de Deise, mas foi a questão financeira que colocou um ponto final na história. "O fato de eu ganhar mais interferiu muito. As brigas aumentaram e o diálogo acabou", diz Deise. Histórias de casais que não conseguem conversar sobre dinheiro -- e muito menos administrar a renda familiar em parceria -- tornaram-se comuns desde que a mulher começou a despontar no mercado de trabalho. "As mulheres têm agora mais reconhecimento financeiro, mais poder, e isso pode ser um pontapé no ego de muitos homens", diz a americana Victoria Collins, consultora de finanças e autora de vários livros sobre o assunto, entre eles o best-seller Couples & Money ("Casais e dinheiro"), da editora Gabriel Publications. Para entender como esse trinômio casamento-carreira-dinheiro está sendo administrado pelos profissionais brasileiros, VOCÊ S/A encomendou um estudo exclusivo à empresa H2R Pesquisas Avançadas, de São Paulo. A H2R entrevistou 150 profissionais na capital paulista, das classes A e B, que são casados ou moram juntos. Dentre as mulheres, 37% dizem ganhar mais do que os maridos, mas só 13% deles admitem (ou sabem) isso! Quatro em cada dez casais dividem igualmente as despesas da casa. "Hoje, os papéis da mulher e do homem dentro da relação não estão mais tão claros. E isso provoca uma tremenda confusão na hora de gerir o orçamento e dividir as tarefas", afirma Victoria.

A pesquisa da H2R confirma o conflito: 38% das pessoas já assumem que brigam em casa por causa de dinheiro. (É claro que ainda há o grupo que está em rota de colisão, mas prefere fingir que tudo anda bem.) Falta de dinheiro e despesas excessivas do cônjuge são as razões mais apontadas. Os homens dizem que discutem porque a esposa gasta demais. E as mulheres tendem a discordar da decisão deles sobre onde aplicar o dinheiro. O fato é que essa transferência de responsabilidades não leva a nada. "Não há mais lugar para a batalha dos sexos na planilha de orçamento. Na economia em que vivemos, não é mais possível que um seja o guardião das finanças enquanto o outro cuida das crianças", diz Victoria. Acontece que muita gente ainda continua escorregando nos erros clássicos: falta de comunicação e de objetivos em comum, descontrole do orçamento, excesso de dívidas e nenhum plano para emergências.

Com a experiência infeliz do primeiro casamento, Deise, a executiva citada no começo desta reportagem, agora está cumprindo a promessa de não repetir os mesmos erros. Há quatro anos mora com o engenheiro paulistano Pedro dos Santos, de 39 anos, também separado. Para começar, compartilham tudo no orçamento familiar. São rigorosos na administração das finanças. Fazem controle de todos os gastos periodicamente usando uma planilha no computador desenvolvida por ele. Juntos, têm conquistado harmonia no relacionamento (o filho, Matheus Augusto, já tem dois anos) e na vida financeira: trocaram o apartamento antigo por uma cobertura, mantêm dois carros na garagem, estão investindo num MBA para ela. Há dois anos, Pedro deixou o emprego de gerente de informática na companhia onde trabalhava para abrir uma empresa de softwares. Até o negócio engrenar, Deise bancou a maior parte das despesas da família. A empresa está dando tão certo que no início deste ano Deise deixou o emprego e agora é a diretora de vendas e finanças.

A vida de Deise e Pedro também tem suas crises. Eles brigam, discordam e têm estilos diferentes de lidar com o dinheiro. Ela é pé no chão, pensa duas vezes antes de assinar um cheque. Ele é mais consumista, principalmente quando se trata de equipamentos de informática e eletroeletrônicos. Certa vez, Pedro chegou em casa com uma televisão de 29 polegadas giratória, que achou incrível e comprou sem consultar a mulher. É claro que o tempo esquentou. "Mas, desde o começo da relação, temos um acordo: nunca vamos dormir de cara virada ou com algum problema engasgado na garganta", diz ela.

"Não é preciso ser economista para fazer uma gestão inteligente do dinheiro do casal", afirma Roberto Zentgraf, professor de finanças do Ibmec no Rio de Janeiro, que pratica com sua esposa, Ana, o que recomenda. O casal mantém um controle regular das finanças. Cada um tem sua conta bancária e juntos estabelecem quem paga o quê. "Fazemos tudo de comum acordo", diz Zentgraf. "O brasileiro tem medo de colocar metas, por isso não planeja nem anota o que gasta", diz. É preciso ter disciplina e disposição para manter as contas do casal sob controle. E, claro, seguir algumas recomendações básicas. Como estas que selecionamos para você:

1 Pergunte quanto ele(a) ganha
Segundo a pesquisa da H2R, um terço das mulheres declara que seu companheiro não sabe quanto é sua renda. No caso dos homens, 21% mantêm em segredo o valor do salário. Os escritórios de advocacia já detectaram um outro fenômeno: altos executivos escondem o valor do bônus e a existência de contas no exterior. Tudo isso para evitar que o dinheiro entre na partilha em caso de divórcio. Em resumo: falta a confiança para que exista o diálogo. Segundo os sociólogos americanos Philip Blumstein e Pepper Schwartz, os casais, em geral, se sentem mais confortáveis em conversar sobre detalhes da vida sexual pregressa do que dividir sua intimidade financeira. "A maioria de nós não sabe como falar sobre dinheiro", afirma a socióloga Glória Maria Garcia Pereira, diretora da Sinergia Consultores, de São Paulo. Nessas horas, as pessoas tendem a ser emocionais e reativas, e menos estratégicas. E pior: desconsideram, vamos chamar assim, a personalidade financeira do outro (confira qual é a sua no quadro "Qual é o seu Perfil?").

Um conjunto de fatores determinará o estilo de cada um ao lidar com dinheiro. As pessoas são, em certa medida, resultado do seu passado: da educação que receberam dos pais, dos valores que aprenderam em casa, da vida que tiveram. Segundo Victoria Collins, o dinheiro pode representar liberdade, segurança, poder e amor. O fator determinante da sua personalidade financeira é aquele que o faz acordar toda manhã e batalhar por seu salário. "Em diferentes momentos, você poderá ser influenciado mais intensamente por uma dessas motivações, mas uma delas tende a prevalecer pela vida toda", diz Victoria. Essa informação deve ser usada na hora de sentar e conversar abertamente sobre a situação financeira, os sonhos e as frustrações do casal.

2 Não sonhe sozinho
A primeira conseqüência da falta de comunicação é a inexistência de um objetivo comum, de uma prioridade do casal. É quando ela sonha com a casa própria e ele quer o carro zero. Se cada um sonhar sozinho, o casamento e as finanças ficam no prejuízo. "Sem um objetivo, as pessoas se dispersam em gastos aleatórios", diz o consultor de finanças pessoais Louis Frankenberg. Há especialistas que defendem que um plano financeiro -- com direito a metas numéricas -- pode ser um excelente remédio para casais em crise. "Se a pessoa não tem um plano, não tem motivação. Sua rotina fica monótona e sua vida, sem rumo", afirma a consultora de finanças pessoais Sandra Blanco, fundadora do site Mulherinvest. A importância de compartilhar um objetivo não vale apenas para quem tem uma certa folga financeira. Vale também para quem está no vermelho. "O maior problema dos casais não está no que ganham, mas na maneira como gastam esse dinheiro", afirma David Bach em seu livro Smart Couples Finish Rich ("Casais inteligentes ficam ricos"), da editora Broadway Books.

3 Divida as tarefas -- e as contas
Determinada a meta do casal, é hora de pôr a mão na massa: organizar o dinheiro que entra; estabelecer a divisão das despesas; optar ou não pela conta conjunta. "Atendo casais que mantêm uma conta conjunta somente para pagar as despesas em comum. E cada um deles tem paralelamente sua conta individual", afirma a consultora Glória Maria. Mesmo ela diz que não há uma fórmula perfeita para dividir a gestão das finanças. Cabe ao casal buscar um caminho que seja satisfatório para os dois. A regra no país ainda é a de que o homem paga as contas mais pesadas e a mulher, as menores. Segundo a pesquisa da H2R, somente 22% dos casais mantêm conta bancária conjunta. Na maioria dos casos (51%), o homem arca com as contas de aluguel, escola dos filhos, enquanto a mulher fica com contas de gás, luz, água e telefone.

Os especialistas recomendam que cada parceiro reserve um pedaço de sua renda para os gastos individuais. É aquele dinheirinho para bancar a manicure, os presentinhos, o equipamento de mergulho, entre outros. Além de preservar a privacidade de ambos, essa estratégia evita brigas. E mais: se um dos dois não estiver trabalhando, é preciso estipular uma mesada, de comum acordo, que sairá do salário de quem está na ativa. Isso é recomendado se quem estiver sem trabalho assumiu responsabilidades de cuidar da casa e dos filhos.

4 Não afunde seu casamento em dívidas
Desde que se casaram, há dois anos, Ananda Calves, de 20 anos, e Ulisses Cordeiro Pereira, de 29, vivem num caos financeiro. Estão atolados em dívidas. Devem água, telefone, luz, supermercado e cartão de crédito. E, na hora de comprar, confessam que são levados pelo impulso. No último Natal, por exemplo, queriam ir de Curitiba, onde moram, para Santos, litoral paulista, visitar a família de Ananda. Como não poderiam levar os cachorros de ônibus, entraram numa loja de carros usados e compraram um modelo 1995. Na volta de Santos, o veículo pifou. Desde então, só tem dado despesas ao casal e se tornou o motivo número 1 das brigas.

Ananda e Ulisses não estão sozinhos. Segundo a pesquisa encomendada por VOCÊ S/A, 37% dos casais estão endividados. E a explicação não é novidade: na grande maioria dos casos, as dívidas são resultado da falta de controle do orçamento. "Não interessa quanto o casal se ama, mas se um deles insistir em fazer dívidas tenho quase certeza de que a relação não vai sobreviver. E, se os dois forem fazedores de dívidas, a relação vai durar menos ainda", diz David Bach.

Os especialistas dizem que há pelo menos duas verdades no mundo da psicologia das finanças. A número 1 é: não existe a hora mais adequada para economizar. As pessoas sempre vão encontrar algo mais atraente para fazer com o dinheiro do que simplesmente deixá-lo numa conta no banco. Por isso, é preciso esforço, disciplina e objetividade nessa hora. A número 2: as despesas tendem a crescer conforme aumenta o contra-cheque. Quanto maior é o salário, mais despesas as pessoas assumem. O psicólogo e matemático Daniel Kahneman levou o Prêmio Nobel de Economia em 2002 ao provar que não somos racionais na hora de tomar decisões sobre como gastar nosso dinheiro. Tendemos a ser emocionais. Portanto, todo cuidado é pouco. Administre seu orçamento sempre levando em conta as metas e os sonhos já traçados. E fuja de dívidas. (Confira mais dicas para administrar o orçamento da casa no quadro "De Grão em Grão...".)

5 Multiplique seu dinheiro
Administrar o orçamento é também cuidar dos investimentos, fazer o dinheiro crescer. A cada início de ano, o professor Roberto Zentgraf, de 45 anos, e a esposa, Ana, de 39, estipulam uma meta de poupança. E, ao longo dos 12 meses seguintes, batalham para conseguir acumular o planejado. Normalmente, uma viagem ou a compra de um imóvel. No caso deles, o investimento determina como será administrado o orçamento do ano: os cortes nas despesas e a inclusão de outros gastos. Zentgraf é um especialista no assunto, por isso não precisa de ajuda externa para tomar decisões financeiras. Se esse não é o seu caso, busque ajuda. Pode ser um especialista, um gerente de banco de sua confiança ou mesmo um livro. Monte um plano considerando o perfil de investimento do casal. Diversifique os produtos. Se você não tem intimidade com o mercado financeiro, fuja dos mais arriscados, como ações e derivativos. Mantenha-se informado sobre a economia e o rumo do país.

E, depois de tanto empenho, é preciso comemorar as vitórias. Abra uma garrafa de champanhe, vá jantar fora, saia para uma noite especial. "As recompensas não são apenas uma boa idéia, elas são indispensáveis", diz Victoria Collins. Além da diversão, elas ajudam a reforçar a mudança de comportamento. Afinal, a organização das finanças não é um fim em si mesma. Ela só tem sentido se permitir que o casal ultrapasse os pequenos problemas do cotidiano para conquistar uma vida a dois feliz, realizada e mais rica.

Manutenção permanente
O que o casal precisa fazer para manter o orçamento sempre saudável
1. Divida as tarefas e as responsabilidades na gestão das finanças
2. Estabeleça encontros semanais ou mensais para avaliar as finanças. Pelo menos uma vez por ano, pare para revisar as metas e fazer uma avaliação das expectativas e sonhos do casal
3. Sempre determine objetivos mensuráveis e possíveis de serem alcançados
4. Não espere que uma emergência apareça. Tenha sempre um plano B na manga
5. Invista num bom plano de saúde para a família
6. Esteja pronto para apertar as finanças em determinados períodos da vida, quando há concentração de despesas altas (educação dos filhos, troca de casa, aposentadoria etc.)
7. Invista as sobras para alcançar seus sonhos de consumo de curto e médio prazos
8. Monte uma reserva para o futuro -- seja para ter uma renda fixa na aposentadoria, seja para abrir um novo negócio na terceira idade
9. Não deixe que as frustrações e incertezas em relação ao dinheiro o tornem pessimista. Foque no problema e adote uma estratégia para resolvê-lo. Sua cara-metade vai agradecer
Como cada um age quando ela ganha mais
ELE ELA
Até assume que a mulher ganha mais, mas mantém a postura de provedor ou se coloca no mesmo nível dela Tem uma posição mais altiva e demonstra certo orgulho em ganhar mais
Diz que sabe quanto ela ganha e gasta Não dá muita satisfação sobre sua renda e suas despesas
Divide as despesas ou arca com as mais pesadas Cuida do dinheiro da família, mas quer que ele mantenha o papel de provedor
Considera que ambos estão no mesmo nível de crescimento profissional Considera que está em crescimento profissional. Mas acredita que o parceiro está estabilizado ou decrescendo
Não briga por causa do dinheiro, e sim pela educação dos filhos Briga por causa de dinheiro, filhos e relacionamento do casal
Assume a culpa pelo endividamento Culpa o marido pelo endividamento
Fonte: H2R Pesquisas Avançadas
Qual é o seu perfil?
Descubra seu estilo de lidar com o dinheiro
Gastador ou consumista Vive intensamente o presente, compra por impulso, sem planejamento. Joga dívidas para o futuro
Entesourador Guarda todo o dinheiro que ganha. É movido pelo medo de ficar pobre ou passar necessidades
Escravo Para ele(a), o dinheiro é um fim em si mesmo e não um meio de troca. Geralmente, é uma pessoa infeliz porque não tem um objetivo maior na vida ou para o uso do dinheiro
Desligado Não sabe muito bem quanto ganha, nem o valor das coisas. Acredita que "tudo dá certo, de um jeito ou de outro"

Tem raiva de quem tem dinheiro Não suporta falar em dinheiro. Tem raiva de quem trata de dinheiro. Normalmente, não gosta de fazer compras pessoalmente e não consegue fazer planejamento financeiro
Confuso entre amor e dinheiro É movido pelo medo de não manifestar o quanto ama ou pelo medo de não ser amado, caso negue o que o outro quer. Estabelece normalmente relação desgastante e de abuso afetivo
Educado financeiramente É consciente de suas limitações. Conhece seu passado, enfrenta o presente e o direciona para o futuro, com um plano de vida pessoal e financeiro
Fonte: A Energia do Dinheiro ­ Como Fazer Dinheiro e Desfrutar Dele, de Glória Maria Garcia Pereira
De grão em grão...
Muitas vezes, cortes pequenos no dia-a-dia trazem excelentes resultados no longo prazo. A seguir, o professor Roberto Zentgraf, do Ibmec, mostra como você pode fazer isso
1. Ao sair para a rua, evite levar a carteira recheada de trocados. Assim, fica mais fácil fugir das pequenas tentações, que no longo prazo consomem uma montanha de dinheiro.
2. Flexibilize os gastos supérfluos. Em vez de fazer a manicure e a pedicure uma vez por semana, faça a cada dez dias.

3. Se puder, uma vez por semana substitua o carro por ônibus, metrô ou bicicleta na hora de ir para o trabalho.

4. Quem não viaja para fora do país deve eliminar o cartão de crédito internacional, cuja anuidade é maior.

5. Cuidado com os pequenos vícios que viram hábitos.
Por exemplo: gastar 1 real todo dia na padaria com seu cafezinho significa:
Em 1 ano = 365 reais Em 5 anos = 1 825 reais Em 10 anos = 3 650 reais

Por Dalen Jacomino
http://vocesa.abril.com.br/aberto/meudinheiro/pgart_01_05082004_45576.shl

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Orçamento Familiar


O orçamento familiar não é apenas "Anotar as despesas realizadas". O orçamento envolve: planejar, eleger prioridades, controlar seu fluxo de caixa. O orçamento irá ajuda-lo a entender seus hábitos de consumo.


A elaboração do orçamento familiar não é uma tarefa fácil, porém, é necessária para quem tem planos para o seu futuro e o de sua família. Estabelecer objetivos comuns e conversar francamente sobre as finanças com a família é o caminho para que cada um esteja comprometido e faça sua parte.É a forma de garantir a estabilidade das finanças no presente, visando prevenir o futuro.

Como fazer:

primeiro passo do orçamento é identificar para onde está indo o dinheiro: discrimine as despesas fixas: luz, gás, água, telefone, aluguel, condomínio, transporte, educação, assistência médica, alimentação, e outras. Considere, também, despesas eventuais, como: remédios, consertos em geral, cabeleireiro, oficina mecânica, lazer, vícios, prestações, taxas, impostos, cheques pré datados e outras. Com esse levantamento feito, você deve projetar o orçamento para os próximos meses, considerando as despesas sazonais como volta às aulas, IPVA, licenciamento, datas comemorativas (Dia dos Pais, das Mães, dos Namorados, da Criança, Natal, Páscoa etc.), férias para a família. Lembre-se que elas podem representar um gasto substancial em seu orçamento. Discrimine as receitas: salário, rendas, etc. utilize o valor líquido recebido. Faça o balanceamento das receitas e despesas mensais: receitas (-) despesas. Reserve uma parcela de suas receitas para investimentos.

Hora dos ajustes

Identifique gastos que podem ser eliminados ou reduzidos.Não é fácil mudar hábitos da noite para o dia. Converse com a família, o aprendizado da austeridade no trato das finanças e o atingimento das metas irá compensar os eventuais sacrifícios e descontentamentos passageiros.
Compare seus gastos com a média. Veja os dados da POF – Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, por tipo de despesa e Região.


Gerenciando os gastos


Ao fazer suas compras é importante lembrar que o comércio disponibiliza diferentes formas de pagamento. Evite comprometer seu orçamento, analise a necessidade da compra.
À vista – opte por esta forma de pagamento. Você pode obter bons descontos. A prazo – fique atento às taxas de juros cobradas no financiamento, compare o preço à vista com o total das parcelas e lembre-se que: Mesmo no parcelamento "sem acréscimo" geralmente estão embutidos altos juros. Atrasos no pagamento da prestação de financiamento implicam multa de até 2% . É assegurada ao consumidor a liquidação antecipada dos débitos, total ou parcialmente, mediante a redução proporcional dos juros e demais acréscimos. Gerenciando os investimentos
Os investimentos devem ter objetivos definidos: fundo de emergência, férias, previdência, compra de automóvel, etc.


Questões importantes que o investidor deve observar:

Qual o objetivo ao fazer este investimento? Qual é a expectativa de rentabilidade? Quanto tenho disponível para investir? Quando vou precisar desse dinheiro? Tenho todas as informações sobre este tipo de investimento? A diversificação da minha carteira é consistente com meu perfil de risco? Acompanhe a performance do(s) seu(s) investimento(s).

Os meios de pagamento

Cheque / cartão de débito - é uma ordem de pagamento à vista. Ao emiti-lo, lembre-se de que ele será descontado imediatamente. Cheque pré-datado - é um acordo informal entre fornecedor e consumidor. Se você for utilizá-lo como forma de pagamento, faça constar do pedido, da nota fiscal ou do orçamento os números dos cheques e as datas previstas para os descontos . Esta é a sua única garantia caso o fornecedor venha a depositá-lo antes do combinado. Cheque especial - evite entrar no limite do cheque especial, já que as taxas de juros costumam ser muito elevadas; não faça desse limite um segundo salário.

Cartão de crédito / parcelado no cartão - o controle das despesas realizadas com cartão exige cuidados. Verifique a conveniência de ter mais de um cartão, não se esquecendo de incluir em seu orçamento, as anuidades do(s) cartão(ões). Pague a fatura integralmente na data do vencimento. Além da multa de até 2% por atraso no pagamento, os juros cobrados no parcelamento do saldo devedor são muito altos. Em situação de inadimplência, seu cartão poderá ser cancelado.

Importante: A prosperidade começa com o controle do fluxo de caixa, seja para as Pessoas, as Empresas ou os Governos.


Por: Benigno Ares, CFPTM

Fonte:http://financenter.terra.com.br/

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Cuidados ao tomar um empréstimo

Com os juros da economia em níveis tão altos quanto os que observamos hoje, fazer uso de empréstimos pessoais e financiamentos acaba sendo uma péssima prática para a saúde financeira de qualquer pessoa.

A palavra de ordem hoje é investir.

Porém, ao mesmo tempo em que observamos taxas de juros para investimentos tão interessantes, sofremos uma forte pressão no orçamento doméstico decorrente do constante aumento de preços, enquanto nossos ganhos mantêm-se estáveis. A conseqüência disso é que muitas pessoas, sem conseguir reduzir seus gastos no mesmo ritmo em que os preços sobem, acabam tendo que recorrer a empréstimos. Nessas horas, é preciso planejar bem o compromisso que será assumido, para que o problema de hoje não se torne um tormento amanhã.

Veja como funciona cada modalidade de empréstimo:

Pedir emsprestado a um parente ou amigo: muitas pessoas vêem este tipo de empréstimo como o ideal, uma vez que se pode valer do relacionamento para deixar de pagar juros. Cuidado! Se você não quer destruir um bom relacionamento, leve em consideração que a pessoa que lhe emprestar o dinheiro poderia estar obtendo juros no banco. Por isso, é sensato negociar o empréstimo pagando os juros que essa pessoa conseguiria em uma aplicação comum – que hoje não chegam a 2% ao mês. Esta seria a alternativa mais barata para se conseguir um empréstimo, porém não se devem esquecer os custos emocionais desta prática. Pedir um empréstimo a um amigo é uma situação tão constrangedora para quem pede quanto para quem recebe o pedido. Por isso, muitas vezes deverá partir de você a proposta de pagar juros e de assinar uma nota promissória (que nada mais é do que uma promessa de pagamento por escrito), preservando a confiança mútua e o relacionamento.

Cuidado nesta hora também, pois a promissória não é interessante para quem deve, é uma confissão de dívida e pode ser usada contra você em uma eventual quebra de amizade. Evite propor prazos para quitar o empréstimo, pois geralmente somos demasiadamente otimistas ao planejar nosso futuro. Se seu amigo esperar o dinheiro dele de volta no próximo mês e não receber, sua credibilidade será abalada e a amizade deixará de ser a mesma.

Penhor de bens: uma alternativa aos parentes e amigos é o penhor, em que você pode entregar ao banco bens de valor – obras de arte, jóias ou outro bem de valor mensurável – como garantia de um empréstimo que lhe é feito. Como o risco de o banco não receber o dinheiro de volta é pequeno, pelo fato dele ter os bens para vender, os juros são bem mais baixos que em outras modalidades. Esta prática deve ser feita somente quando a situação de falta de recursos é provisória e há plena certeza de que algum recurso extra está para surgir e pagar a dívida. A razão para este cuidado é que o banco sempre avaliará o bem a um preço bem abaixo do de mercado, sem contar que ele não levará em conta o valor emocional. Uma jóia herdada dos avós, por exemplo, é avaliada por seu peso em metal precioso, não levando em conta nem o trabalho artístico.

Empréstimo com o banco: disponível a qualquer pessoa que tenha conta em banco, o empréstimo é a forma mais barata de se conseguir recursos sem comprometer amizades e bens de família. Basta procurar um gerente do banco e solicitar uma quantia, verificando o plano de pagamento. Porém os juros não são baixos, e por isso deve-se fazer uma boa pesquisa de taxas em diversos bancos antes de contrair o empréstimo. Não tenha a ilusão de que você conseguirá as melhores taxas no banco em que você tem conta por ter um bom relacionamento. Pesquise! O procedimento para se conseguir um empréstimo pessoal não é complicado, mas alguns bancos poderão restringir seu crédito se você estiver com o nome sujo na praça – em razão de um cheque devolvido, por exemplo.

Cheque especial: não é a forma mais barata, mas é a forma mais simples de se conseguir um empréstimo, pois não é preciso sequer contatar o gerente. Porém, deve ser terminantemente evitada, já que os juros praticados são muito mais altos que os do empréstimo pessoal – e todo cliente que tem um limite no cheque especial deverá ter no mínimo o mesmo limite para empréstimos pessoais. O limite do cheque especial só deve ser usado por um ou dois dias, quando acontece algum imprevisto (atraso no recebimento ou antecipação no depósito de cheques pré-datados, por exemplo).

Uso do crédito rotativo do cartão de crédito: é uma prática tão ruim quanto o uso do cheque especial, e por isso deve ser riscada de qualquer lista de alternativas. Na fatura do cartão, há um sugestivo valor mínimo a ser pago, possibilitando ao usuário do cartão o pagamento futuro do restante. Não caia nesta armadilha! Os juros são em geral iguais ou maiores que os do cheque especial, o que traria um desgaste e uma perda de dinheiro muito grandes nos meses seguintes. Pague sempre o valor total de seu cartão na data do vencimento; se não houver saldo na conta, contate seu gerente e peça um empréstimo pessoal.

Financeiras: emprestam dinheiro sem muita burocracia e a juros similares aos do cheque especial e do cartão de crédito. Em geral, atendem a clientes desesperados, que precisam de dinheiro urgentemente para quitar um penhor ou para não perder um bem importante que havia sido financiado. Como trabalham com os juros mais altos da economia, tendem a conduzir o devedor ao total descontrole da dívida, sujando seu nome nos sistemas de proteção ao crédito. Também devem ser evitadas como alternativa ao endividamento.

Agiota: é qualquer pessoa que dispõe de recursos financeiros e faz uso desses recursos para emprestar a terceiros. Quando pedimos emprestado a amigos e parentes, a agiotagem não se caracteriza porque há o vínculo do relacionamento. O agiota profissional é aquele que exerce de forma ilícita atividade similar à de um banco ou de uma financeira, porém sem fiscalização e sem pagar impostos. Cobra juros extorsivos e, em geral, exige como garantia de seus devedores a transferência de bens como automóveis e imóveis. Por não ser uma atividade regulamentada, não se preocupa em agir dentro dos limites da lei na hora de cobrar uma dívida, podendo se tornar um grande risco à estabilidade pessoal e familiar do devedor. Não apenas deve ser evitado como deve ser denunciado.

Substituição de dívidas: ao precisar de dinheiro, uma alternativa interessante pode ser a venda de um bem para obtenção de recursos imediatos. Por exemplo, se você tiver uma dívida de R$ 15 mil e possuir na garagem um veículo já quitado com valor igual ou superior, pode vender seu automóvel e comprar um outro financiado. Esta prática não elimina a dívida, mas garante o pagamento de juros bem menores do que aqueles que você pagaria no empréstimo pessoal – hoje os juros de um financiamento de automóveis não chegam a passar muito dos 2% ao mês. Mas note que esta não deve ser uma prática a ser incentivada, uma vez que se está perdendo um bom valor em juros. Deve ser considerada apenas como uma alternativa ao empréstimo, quando este se faz essencial.

Empréstimo específico para casa própria, carro, cirurgia plástica e outros: a aquisição de empréstimos para bens e serviços cuja aquisição pode ser adiada é uma prática que deve ser evitada. Com juros altos, é muito melhor poupar para pagar à vista um pouco mais adiante do que desfrutar hoje e pagar muito mais caro no futuro, comprometendo boa parte de nossa renda com juros. Do ponto de vista financeiro, é muito mais barato e seguro alugar um imóvel enquanto se constrói uma poupança para adquirir um imóvel à vista no futuro (basta ter disciplina para fazer a poupança). Ao comprar um carro, é possível obter ótimos descontos pagando à vista. Quanto à cirurgia plástica, é muito mais saudável esperar um pouquinho e pagar à vista, pois é provável que as rugas que surgirão com a preocupação de uma dívida desnecessária exijam nova cirurgia em pouco tempo.

Estas informações serão bastante úteis na hora de escolher o tipo de empréstimo mais adequado a cada leitor. Porém, a dica mais importante é esta: procure quitar suas dívidas o quanto antes, para que você gaste menos dinheiro com juros. Se tiver várias dívidas, comece eliminando primeiro as mais caras, ou substituindo-as por mais baratas.

Fonte: http://www.maisdinheiro.com.br/emprestimos.htm

De grão em grão

Quem não quer ser um milionário? Por incrível que pareça, isso é possível, mesmo que custe algumas décadas e mais disciplina no controle dos gastos. De repente, seu milhão, tão útil na aposentadoria, pode estar indo pelo ralo em gastos desnecessários com celulares, tarifas bancárias ou juros dispensáveis.
Estudo feito pelo Finita Consultoria, empresa carioca que dá assessoria financeira a pessoas e pequenas empresas, mostra que se pode juntar não R$ 1 milhão, mas R$ 3,8 milhões com pequenos cortes de despesas e uma boa ajuda do efeito multiplicador das taxas de juros ao longo de 40 anos. O período parece longo, mas coincide com a aposentadoria, justamente quando mais se precisa de reservas. A proposta é dar uma idéia para a pessoa de como essas pequenas economias são poderosas no longo prazo e ajudariam em uma aposentadoria mais confortável.
A importância de cortar despesas e guardar o máximo que se puder não tem nada de novo. Faz parte do tão comentado planejamento financeiro pessoal, que vem se tornando cada vez mais popular no Brasil. Mas, para a maioria das pessoas, é preciso relembrar isso de tempos em tempos. E algumas chegam a procurar especialistas para ajudá-las a encontrar onde cortar custos e ajustar o orçamento à realidade dos ganhos.
Mais do que descobrir a pólvora, a idéia do estudo é mostrar como essas pequenas economias e uma boa aplicação podem surpreender ao longo do tempo, afirma o sócio da Finita Elchanan Palatnik. Ele lembra que as sugestões nasceram de uma família hipotética, e portanto nem todas são válidas para todos. "Mas as pessoas podem ajustar os dados da tabela ao seu caso, incluindo novas despesas e retirando outras". No cálculo de Palatnik, chega-se a uma economia mensal de R$ 984,76, ou R$ 12.282,86 por ano.
Um exemplo bastante comum é o de famílias que têm cartão de crédito e pagam a anuidade cobrada pelas administradoras sem pechinchar. "As pessoas acham que são importâncias pequenas, mas R$ 25 por mês com um juro de 8,7% ao ano daria R$ 98 mil em 40 anos", afirma. Outras economias podem ser evitar atrasos ou rolagens nos pagamentos das faturas, que resultam em multas e juros elevadíssimos. Pode-se também aproveitar os parcelamentos sem juros e buscar as melhores datas para compras, ganhando o máximo de prazo.
Até no pãozinho pode-se economizar, procurando padarias com preços mais razoáveis. Isso daria mais R$ 117,6 mil em 40 anos.
Uma boa economia pode estar na previdência privada, afirma Palatnik. A maioria das pessoas não pesquisa as condições dos planos - especialmente taxas de carregamento e de administração - e acaba, por conveniência ou comodidade, optando por investir no banco onde tem conta, e onde normalmente esses custos são mais altos. "Hoje há muita concorrência nessa área e o investidor pode reduzir o custo pesquisando em outra instituição", afirma. E, para quem tem conhecimento de mercado, a alternativa pode ser montar uma carteira própria de investimentos de longo prazo.
Combustível também pode ser uma fonte de economia devido à diferença de preços entre postos e regiões da cidade. Por isso, vale a pena pesquisar os postos no trajeto do trabalho e abastecer naquele com melhor relação de preço e qualidade. "Mas a maioria das pessoas abastece no primeiro posto que encontra", afirma Palatnik.
Nos telefones, o gasto pode ser menor usando-se a linha fixa em lugar do celular em casa, por exemplo. Ou preferindo horários promocionais para as ligações mais longas. E há ainda a opção dos sistemas via internet para ligações internacionais, o Skype. Celulares ou linhas fixas com pouco ou nenhum uso também podem entrar na lista dos cortes. Os presentes de fim de ano são outra fonte de economia, com alguma organização. "Damos os presentes sempre para as mesmas pessoas em datas previsíveis, portanto é possível comprar com antecedência aproveitando as liquidações e pesquisando com calma", lembra Palatnik. O mesmo vale para quem quer renovar o guarda-roupa sem gastar demais - evitando os períodos festivos, como Dias das Mães, dos Pais, Natal e Namorados.
Nos impostos, os assalariados têm poucas alternativas para economizar. No máximo, podem aplicar em fundos de previdência que permitem abater o imposto retido na fonte. É o caso dos fundos oferecidos pela própria empresas, que costumam também ter taxas de carregamento e de administração mais baixos.

Por: Angelo Pavini,
Fonte: Valor Online, em 22/02/2007

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

10 Dicas para sair do vermelho

  1. Jamais use o cheque especial ou o pagamento parcial do cartão de crédito. Peça empréstimos no banco, que saem mais baratos. Caso você tenha dinheiro guardado em poupança por exemplo, empreste esse dinheiro para você mesmo, e cobre de você mesmo o juros que você pagaria para o banco.
  2. Tenha apenas um cartão de crétido e passe a controlar os saldos com mais frequência, pelo menos a cada 10 dias, para que deixe de gastar além do esperado;
  3. Tenha uma idéia do tamanho de seu problema: a primeira coisa a fazer é anotar TODOS os gastos do mês, inclusive os gastos pequenos, para descobrir de onde cortar; Vale lembrar que os gastos pequenos normalmente representam uma grande parcela do dinheiro gasto.
  4. Elabore um plano radical de enxugamento de gastos na maior intensidade possível, para que a dívida seja amortizada de uma vez. Não adianta ir pagando aos pouquinhos, pois os juros voltam a aumentar rapidamente a conta que você já pagou;
  5. Quanto mais intenso for o corte de gastos e menor o tempo necessário para isso, menores serão os desgastes no relacionamento familiar;
  6. Acabe de vez com a tentação das compras a prazo;
  7. Use todos os tipos de poupança que você tem. Não adianta estar com investimentos e perder mais com os juros da dívida. O mesmo vale para bens como terrenos e imóveis à espera de valorização;
  8. Fuja de atividades de lazer que custam. Aprenda a valorizar as coisas preciosas da vida que não custam nada, como um passeio ao ar livre ou uma reunião com amigos ou com a família;
  9. Enquanto não conseguir quitar toda a dívida, substitua-a por outras mais baratas, como a venda do automóvel atual e compra de outro carro parcelado. Use todo o dinheiro da venda para reduzir a dívida. O mais interessante desta jogada é que apesar de individado, você estará de carro novo.
  10. Divida seu plano de ajuste com a família. É importante que todos estejam engajados, para que haja maior co-motivação.

Dicas adaptadas do site: http://www.maisdinheiro.com.br/sairdovermelho.htm